Foi só morrer Michael Jackson para a população esquecer alguns problemas sociais como José Sarney, Gripe Suína, caos aéreo...entre outros. Os políticos adoram quando esses "acontecimentos acontecem".
Mas o problema social que quero falar é a exigência (ou não) do diploma de Jornalismo. Na verdade, de problema isso não tem nada. A notícia causou enorme repercução, inclusive gerando movimentos protestando.
Confesso que fico impressionado (e assustado) com o povo brasileiro. Ora, se você trabalhasse em uma empresa jornalística e tivesse que contratar um profissional, contrataria um com diploma ou um sem?
Sem falar nos estágios, que são a maior porta de entrada para esta área. Como uma pessoa conseguirá um estágio se não tiver estudando?
Ninguém se deu conta que essa decisão do Supremo Tribunal Federal foi apenas para regularizar os profissionais que já atuam no mercado e não possuem o diploma. Por incrível que pareça, muitas celebridades que vemos ou ouvimos na mídia não tem diploma de jornalista. Estão lá por experiência, "vivência", por serem formadores de opinião, enfim.
Portanto, fiquem tranquilos: foi uma decisão para o passado, e não para o futuro. Sugiro que continuem cursando Jornalismo, pois o que vale é o conhecimento adquirido, e não o diploma!
Textos breves sobre assuntos diversos que acrescentem (ou não) algo em sua vida. Descontração sem tomar muito do que hoje em dia é raro: tempo. Essa é a ideia!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Bebida Alcoólica na Propaganda: contra ou a favor?
Fiz um trabalho para a disciplina de Sociologia na faculdade e achei interessante trazer essa discussão para o blog. O assunto é bebida alcoólica na publicidade.
Polêmico, eu sei.
Existem dois movimentos: o da população em geral, baseando-se nos males e nas consequências sociais que a bebida proporciona; e o da indústria e empresas de comunicação, que por motivos óbvios, defendem a "liberdade de expressão na propaganda".
O primeiro é muitas vezes organizado. No âmbito nacional, existe o Propaganda Sem Bebida que é fortíssimo, influente e já arrecadou milhares de assinaturas para um abaixo assinado. Aqui, no Rio Grande do Sul e mais especificamente na questão trânsito, existe a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga - Vida Urgente, que luta contra a mistura bebida alcoólica e direção.
O segundo não precisa nem se organizar para ser influente. Quem tem dinheiro tem poder. Para termos uma ideia, em 2007 a indústria de cerveja teve um faturamento bruto de R$ 26 bilhões. Portanto, tirar pedido de urgência em leis que proibem ou diminuem a publicidade desse tipo de produto é fácil para essas indústrias.
A principal Lei é a 9.294, de 1996. A também conhecida como Lei Murad, dizia que bebida alcoólica era apenas aquela que continha mais de 13 Gay Lussac de álcool, o que exclui cervejas e vinhos. A principal restrição era a redução do tempo das propagandas na televisão e no rádio, e a definição de um horário das 21h às 6h. Outras Leis e Projetos de Leis surgiram, mas nada que alterasse tanto o contexto.
Agora pergunto o seguinte: fazendo um paralelo com as drogas como maconha, cocaína e crack, que causam estragos iguais ou maiores que as bebidas alcoólicas para a sociedade e não possuem publicidade, será que a extinção da bebida alcoólica na propaganda resolveria o problema? O consumo de drogas no Brasil cresce a cada dia sem propaganda. Apóio sim algumas restrições, principalmente quanto a horário, pensando nas crianças. Mas acho a extinção um exagero.
Os dados estão aí. Agora é com você. Qual a sua opinião?
Fonte: http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=1480
Polêmico, eu sei.
Existem dois movimentos: o da população em geral, baseando-se nos males e nas consequências sociais que a bebida proporciona; e o da indústria e empresas de comunicação, que por motivos óbvios, defendem a "liberdade de expressão na propaganda".
O primeiro é muitas vezes organizado. No âmbito nacional, existe o Propaganda Sem Bebida que é fortíssimo, influente e já arrecadou milhares de assinaturas para um abaixo assinado. Aqui, no Rio Grande do Sul e mais especificamente na questão trânsito, existe a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga - Vida Urgente, que luta contra a mistura bebida alcoólica e direção.
O segundo não precisa nem se organizar para ser influente. Quem tem dinheiro tem poder. Para termos uma ideia, em 2007 a indústria de cerveja teve um faturamento bruto de R$ 26 bilhões. Portanto, tirar pedido de urgência em leis que proibem ou diminuem a publicidade desse tipo de produto é fácil para essas indústrias.
A principal Lei é a 9.294, de 1996. A também conhecida como Lei Murad, dizia que bebida alcoólica era apenas aquela que continha mais de 13 Gay Lussac de álcool, o que exclui cervejas e vinhos. A principal restrição era a redução do tempo das propagandas na televisão e no rádio, e a definição de um horário das 21h às 6h. Outras Leis e Projetos de Leis surgiram, mas nada que alterasse tanto o contexto.
Agora pergunto o seguinte: fazendo um paralelo com as drogas como maconha, cocaína e crack, que causam estragos iguais ou maiores que as bebidas alcoólicas para a sociedade e não possuem publicidade, será que a extinção da bebida alcoólica na propaganda resolveria o problema? O consumo de drogas no Brasil cresce a cada dia sem propaganda. Apóio sim algumas restrições, principalmente quanto a horário, pensando nas crianças. Mas acho a extinção um exagero.
Os dados estão aí. Agora é com você. Qual a sua opinião?
Fonte: http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=1480
terça-feira, 26 de maio de 2009
O poder de um Fenômeno
Se um dia alguém duvidiu que o Corinthians se arrependeria de contratar o atacante Ronaldo, cada vez mais se engana. E não estou falando somente da qualidade técnica que ele acrescentou à equipe, dos gols e tudo mais. Estou falando de marketing. De grana.
Confesso que nunca vi uma camiseta com tantos patrocinadores. Ao todo, são seis. Batavo, com destaque na frente na região do abdomem, e nas costas, acima do número. Bozzano, nas duas mangas. Baú, nos ombros. PanAmericano na frente, embaixo da Batavo, e se não me engano tem nas costas também, embaixo do número. Nike, como patrocinadora esportiva. E, a novidade, Avanço, nas axilas.
A ideia é boa. Afinal, nada melhor que um desodorante para eliminar aquele cheirinho desagradável pós-jogo. E os jogadores que se cuidem. Se forem flagrados com mau cheiro, pode pegar mal. Terão que estar sempre cheirosos. Usar muito Avanço. Os adversários, de repente, vão gostar da novidade.
Agora pergunto: todas essas empresas investiriam uma (boa) grana para verem suas marcas misturadas com outras em um pedacinho da camiseta de clube futebolístico?
Sim! Se este clube tiver Ronaldo como atacante.
domingo, 17 de maio de 2009
Diógenes ligou
Meio constrangido e com vergonha pela sua atitude na última vez que falamos, ele ligou. Tratei de tranquilizá-lo. Disse que é passado e que fiquei feliz em receber sua ligação.
Mais calmo, ele começou dizendo que eu tinha razão, e por isso todo esse constrangimento. Pediu desculpas. Eu aceitei. Perguntei o que tinha acontecido para ele estar me dizendo isso. Então ele desabafou:
"Você tinha razão. Nada que eu fizesse adiantaria. Nada que eu falasse substituiria a frase 'eu vou mudar' vinda de outra pessoa. E o pior: soube de tudo isso através de terceiros. Ah, e lembra dos papos de querer ficar sozinha? Tudo mentira. Tudo mesmo, aliás."
Nem sei o que dizer, respondi. E continuei dizendo que apesar de tudo, ele estava muito bem, comparado à última vez que falamos.
"É verdade!", interrompeu Diógenes. "Crescemos e aprendemos quando perdemos e erramos. Isso tudo foi uma aula e tanto. Mas que tal continuarmos essa conversa vendo gente e apreciando um bom chopp?"
- Com moderação?
- Na elegância!
- Fechado.
- Adoro!
Mais calmo, ele começou dizendo que eu tinha razão, e por isso todo esse constrangimento. Pediu desculpas. Eu aceitei. Perguntei o que tinha acontecido para ele estar me dizendo isso. Então ele desabafou:
"Você tinha razão. Nada que eu fizesse adiantaria. Nada que eu falasse substituiria a frase 'eu vou mudar' vinda de outra pessoa. E o pior: soube de tudo isso através de terceiros. Ah, e lembra dos papos de querer ficar sozinha? Tudo mentira. Tudo mesmo, aliás."
Nem sei o que dizer, respondi. E continuei dizendo que apesar de tudo, ele estava muito bem, comparado à última vez que falamos.
"É verdade!", interrompeu Diógenes. "Crescemos e aprendemos quando perdemos e erramos. Isso tudo foi uma aula e tanto. Mas que tal continuarmos essa conversa vendo gente e apreciando um bom chopp?"
- Com moderação?
- Na elegância!
- Fechado.
- Adoro!
terça-feira, 12 de maio de 2009
A evolução do ENEM
De um simples Exame Nacional de Ensino Médio a uma oportunidade de entrar na faculdade. Assim resume-se os mais de 10 anos do ENEM.
Desde que surgiu, em 1998, muita coisa mudou. Na primeira edição, pouco mais de 100 mil pessoas participaram da prova, que até então servia apenas para uma auto-avaliação ou simulado.
Aos poucos o exame foi sendo aceito como forma de ingresso em algumas Universidades privadas e portanto conquistando mais participantes. Mas foi em 2004, quando surgiu o Programa Universidades para Todos (ProUni), que bombou: 3 milhões de inscritos no ano seguinte.
Agora, além de possibilitar a entrada em Universidades pagas, o ENEM pode substituir o quase centenário vestibular nas Universidades públicas. Aqui no sul, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) já informou que irá aderir 100% ao exame como forma de ingresso na mesma, e não parcialmente, como já acontece em algumas Universidades particulares.
Sabe-se que o exame passará por mudanças. Não será como os anteriores. Resta aguardar para conhecer a nova prova, se será a mesma em todo o Brasil ou dividida por região. Embora seja o mesmo país, a diferença cultural deve ser levada em conta.
Eu odeio vestibular e acho que cada curso deveria ter uma prova específica. Se para o novo ENEM não precisar estudar pra química e física, já tá valendo...
Fonte: Site Oficial ENEM
Desde que surgiu, em 1998, muita coisa mudou. Na primeira edição, pouco mais de 100 mil pessoas participaram da prova, que até então servia apenas para uma auto-avaliação ou simulado.
Aos poucos o exame foi sendo aceito como forma de ingresso em algumas Universidades privadas e portanto conquistando mais participantes. Mas foi em 2004, quando surgiu o Programa Universidades para Todos (ProUni), que bombou: 3 milhões de inscritos no ano seguinte.
Agora, além de possibilitar a entrada em Universidades pagas, o ENEM pode substituir o quase centenário vestibular nas Universidades públicas. Aqui no sul, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) já informou que irá aderir 100% ao exame como forma de ingresso na mesma, e não parcialmente, como já acontece em algumas Universidades particulares.
Sabe-se que o exame passará por mudanças. Não será como os anteriores. Resta aguardar para conhecer a nova prova, se será a mesma em todo o Brasil ou dividida por região. Embora seja o mesmo país, a diferença cultural deve ser levada em conta.
Eu odeio vestibular e acho que cada curso deveria ter uma prova específica. Se para o novo ENEM não precisar estudar pra química e física, já tá valendo...
Fonte: Site Oficial ENEM
sábado, 2 de maio de 2009
As Três Chances
Algumas coisas ficam em nossa memória de uma maneira impressionante. Em um dos primeiros posts deste blog, reproduzi um conto que certa vez ouvi em uma rádio e que me marcou muito. Ouvi apenas uma vez e nunca mais esqueci. Até hoje lembro. Como se tivesse escutado ontem.
E o mais interessante, ele continua sendo atual e o tenho como uma máxima. Portanto, mais uma vez abro espaço para "As Três Chances":
"Surge um boato em uma pequena aldeia de que uma enchente estava por vir. Apavorados, todos deixavam a aldeia, às pressas, eufóricos. Menos um senhor.Ele dizia que confiava em Deus, que o Todo Poderoso jamais ia abandoná-lo, e que iria salvá-lo desta enchente.
Um amigo vai até a sua casa e o convida para fugir com ele, que lhe dava abrigo e tudo mais. O senhor disse: "- Não, Deus vai me salvar!". O amigo insistiu mais um pouco, mas desistiu e foi embora.
A enchente começa, e então vem a Polícia, oferecendo ao senhor carona para fugir, abrigo e tudo mais. O senhor responde: "Não, Deus vai me salvar, ele nunca me abandonou!". Os policiais tentaram, tentaram, mas desistiram e foram embora.
A água já estava na janela de sua casa, o senhor já estava no teto, quando, de bote, os bombeiros lhe oferecem socorro. O senhor responde: "- Muito obrigado, mas eu não vou morrer. Deus vai me salvar!". Desanimados, os bombeiros vão embora.
O senhor morre.
Chegando ao céu, chutando tudo e xingando Deus: "- Eu confiei em Você! Por que o Senhor me abandonou? Por quê não me salvou?"
Deus, calmamente, espera o senhor terminar, e responde: "- Eu tentei. Dei-lhe três chances, mas você dispensou todas elas."
É... eu tenho recebido sinais... Bom final de semana!
E o mais interessante, ele continua sendo atual e o tenho como uma máxima. Portanto, mais uma vez abro espaço para "As Três Chances":
"Surge um boato em uma pequena aldeia de que uma enchente estava por vir. Apavorados, todos deixavam a aldeia, às pressas, eufóricos. Menos um senhor.Ele dizia que confiava em Deus, que o Todo Poderoso jamais ia abandoná-lo, e que iria salvá-lo desta enchente.
Um amigo vai até a sua casa e o convida para fugir com ele, que lhe dava abrigo e tudo mais. O senhor disse: "- Não, Deus vai me salvar!". O amigo insistiu mais um pouco, mas desistiu e foi embora.
A enchente começa, e então vem a Polícia, oferecendo ao senhor carona para fugir, abrigo e tudo mais. O senhor responde: "Não, Deus vai me salvar, ele nunca me abandonou!". Os policiais tentaram, tentaram, mas desistiram e foram embora.
A água já estava na janela de sua casa, o senhor já estava no teto, quando, de bote, os bombeiros lhe oferecem socorro. O senhor responde: "- Muito obrigado, mas eu não vou morrer. Deus vai me salvar!". Desanimados, os bombeiros vão embora.
O senhor morre.
Chegando ao céu, chutando tudo e xingando Deus: "- Eu confiei em Você! Por que o Senhor me abandonou? Por quê não me salvou?"
Deus, calmamente, espera o senhor terminar, e responde: "- Eu tentei. Dei-lhe três chances, mas você dispensou todas elas."
É... eu tenho recebido sinais... Bom final de semana!
terça-feira, 28 de abril de 2009
Eu, Robô
Os últimos posts e seus respectivos comentários me fizeram lembrar de uma aula de Planejamento, na qual a professora, que trabalha no Wall Mart, mencionou o seguinte exemplo:
Com o intuito de descobrir o motivo pelo qual a cerveja Kaiser sofre de um grande preconceito por parte dos brasileiros e não vende de jeito nenhum nos supermercados, foi realizado um teste-cego, no qual algumas pessoas desgustaram várias marcas de cervejas sem olhar o rótulo.
Antes de saborearem as bebidas, todos responderam que o pior sabor era o da Kaiser.
Após o teste, adivinhem qual a marca que recebeu mais elogios em relação a sabor? Sim, a Kaiser.
Os participantes não acreditavam e diziam que os organizadores tinham trocado as embalagens. Na verdade, temos dificuldades em admitir certas coisas. Essa pesquisa, inclusive, foi usada pela Ambev em comercial de TV por um tempo, mas não adiantou muitas coisa. Nada é maior que o orgulho brasileiro.
E isso serve pra tudo. Ainda falando de música, se mostrarmos um novo som da banda Oasis e dissermos que é uma música dos Beatles, todo mundo vai achar o máximo. Porém se dissermos que é uma música do Oasis, alguns vão gostar, outros mais ou menos e a maioria vai dizer que é um lixo.
Nascemos programados. Desde pequenos nos ensinam que Beatles é o máximo, que Pelé é rei, que Xuxa é rainha...
Com o intuito de descobrir o motivo pelo qual a cerveja Kaiser sofre de um grande preconceito por parte dos brasileiros e não vende de jeito nenhum nos supermercados, foi realizado um teste-cego, no qual algumas pessoas desgustaram várias marcas de cervejas sem olhar o rótulo.
Antes de saborearem as bebidas, todos responderam que o pior sabor era o da Kaiser.
Após o teste, adivinhem qual a marca que recebeu mais elogios em relação a sabor? Sim, a Kaiser.
Os participantes não acreditavam e diziam que os organizadores tinham trocado as embalagens. Na verdade, temos dificuldades em admitir certas coisas. Essa pesquisa, inclusive, foi usada pela Ambev em comercial de TV por um tempo, mas não adiantou muitas coisa. Nada é maior que o orgulho brasileiro.
E isso serve pra tudo. Ainda falando de música, se mostrarmos um novo som da banda Oasis e dissermos que é uma música dos Beatles, todo mundo vai achar o máximo. Porém se dissermos que é uma música do Oasis, alguns vão gostar, outros mais ou menos e a maioria vai dizer que é um lixo.
Nascemos programados. Desde pequenos nos ensinam que Beatles é o máximo, que Pelé é rei, que Xuxa é rainha...
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