Quer elitizar um estilo musical marcado pelo preconceito? Simples: "universitalize-o"!
Não se trata de uma crítica, mas sim um comentário sobre um fato interessante que vem acontecendo há alguns anos.
Existe o pagode, e o pagode universitário. Existe o forró, e o forró universitário. A moda agora, é o sertanejo. O universitário.
Sempre existirão os entendidos que darão uma teórica explicação sobre a diferença entre um e outro. Mas na prática, não existe. É estratégia de marketing. De quem? Não sei, talvez das gravadoras.
Talvez o termo escolhido - universitário - seja claramente a proposta da estratégia, que é levar esses estilos considerados populares e muitas vezes bregas, até ambientes mais seletos. E quer ambiente mais "seleto" que Universidades?! Se for particular então...
Friamente falando, esses estilos possuem um enorme público. Porém, não geram receita. O público, na maioria das vezes, é pobre. Não consome. Não compra CD original. Não frequenta festas caras.
Quem faz isso? O público universitário!
Textos breves sobre assuntos diversos que acrescentem (ou não) algo em sua vida. Descontração sem tomar muito do que hoje em dia é raro: tempo. Essa é a ideia!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
Música boa sem rótulos
Dias atrás entrei em uma comunidade do Orkut chamada "Música boa sem rótulos". Se tem uma coisa que me incomoda é julgar algum estilo musical.
Legal que alguém estuda música, ou pesquisa e interessa-se bastante, e até tem "argumentos" para criticar e comparar, mas eu acho isso uma bobagem. Puro preconceito.
Considero-me bastante eclético, mas obviamente tem estilos ou sons que eu não gosto. Mas respeito. Alguém deve gostar.
E outra, cada momento pede um estilo diferente. Surf music, MPB e rock, por exemplo, cai bem quando estou em casa. Soul, folk, samba rock e pop, curto muito no meu mp4 quando estou indo pra aula ou qualquer outro lugar. Pra dançar, forró, pagode, salsa ou gafieira são boas pedidas. Noite forte pra curtir com os amigos? Música eletrônica e por que não, funk.
Perdoem-me os entendidos, mas não vejo diferenças gritantes entre Beatles e Oasis, Rolling Stones e Cachorro Grande, Bob Dylan e Mallu Magalhães, pra citar alguns exemplos.
As diferenças, assumam ou não, estão dentro das nossas cabeças!
Legal que alguém estuda música, ou pesquisa e interessa-se bastante, e até tem "argumentos" para criticar e comparar, mas eu acho isso uma bobagem. Puro preconceito.
Considero-me bastante eclético, mas obviamente tem estilos ou sons que eu não gosto. Mas respeito. Alguém deve gostar.
E outra, cada momento pede um estilo diferente. Surf music, MPB e rock, por exemplo, cai bem quando estou em casa. Soul, folk, samba rock e pop, curto muito no meu mp4 quando estou indo pra aula ou qualquer outro lugar. Pra dançar, forró, pagode, salsa ou gafieira são boas pedidas. Noite forte pra curtir com os amigos? Música eletrônica e por que não, funk.
Perdoem-me os entendidos, mas não vejo diferenças gritantes entre Beatles e Oasis, Rolling Stones e Cachorro Grande, Bob Dylan e Mallu Magalhães, pra citar alguns exemplos.
As diferenças, assumam ou não, estão dentro das nossas cabeças!
terça-feira, 7 de abril de 2009
Liberdade de Imprensa
Aconteceu nos dias 6 e 7, em Porto Alegre, o 22° Fórum da Liberdade, com o tema "A Cultura da Liberdade". Primeiramente gostaria de agradecer ao meu professor Ilton Teitelbaum pela a oportunidade de participar deste espaço de discussão de ideias.
No último post, escrito há mais ou menos uma semana, falei sobre a liberdade de expressão (ou a falta dela) no Jornalismo e gerou polêmica.
Eis que durante o Fórum, no painel "Liberdade de Etnias", um dos palestrantes, Frei David Raimundo Santos, citou um exemplo que ilustra a minha opinião:
Certa vez, contou ele, foi contatado por um jornalista da Revista Veja para falar sobre diferenças étnicas e o sistema de distribuição de cotas para negros e índios em Universidades, Concursos Públicos e Empresas Privadas. Alguns dias após ceder TRÊS HORAS ao jornalista, Frei David abriu a revista que trazia o assunto em sua capa e em mais OITO PÁGINAS no interior da mesma, quando para sua surpresa, não tinha UMA LINHA do que ele tinha falado.
O motivo, segundo ele, é simples: o que ele falou não era de interesse comercial da revista. O jornalista provavelmente foi proibido de publicar o conteúdo que obteve em três horas.
Frei David Raimundo Santos é, dentre outras qualificações, mestrando em Teologia Litúrgica com ênfase em Inculturação e fundador da Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendetes e Carentes.
Na sequência trarei mais assuntos abordados no Evento, o qual achei bem interessante e produtivo.
Bom início de semana!
No último post, escrito há mais ou menos uma semana, falei sobre a liberdade de expressão (ou a falta dela) no Jornalismo e gerou polêmica.
Eis que durante o Fórum, no painel "Liberdade de Etnias", um dos palestrantes, Frei David Raimundo Santos, citou um exemplo que ilustra a minha opinião:
Certa vez, contou ele, foi contatado por um jornalista da Revista Veja para falar sobre diferenças étnicas e o sistema de distribuição de cotas para negros e índios em Universidades, Concursos Públicos e Empresas Privadas. Alguns dias após ceder TRÊS HORAS ao jornalista, Frei David abriu a revista que trazia o assunto em sua capa e em mais OITO PÁGINAS no interior da mesma, quando para sua surpresa, não tinha UMA LINHA do que ele tinha falado.
O motivo, segundo ele, é simples: o que ele falou não era de interesse comercial da revista. O jornalista provavelmente foi proibido de publicar o conteúdo que obteve em três horas.
Frei David Raimundo Santos é, dentre outras qualificações, mestrando em Teologia Litúrgica com ênfase em Inculturação e fundador da Educafro – Educação e Cidadania de Afrodescendetes e Carentes.
Na sequência trarei mais assuntos abordados no Evento, o qual achei bem interessante e produtivo.
Bom início de semana!
terça-feira, 31 de março de 2009
Minha briga com o Jornalismo
Essa é a parte que mais me irrita em um jornalista: a falta de poder.
Assumo minha admiração pela profissão, principal concorrente da Publicidade na escolha do meu vestibular. Mas se tem uma coisa que me incomoda é essa falta de liberdade de expressão.
A mídia nos passa uma idéia de que somos livres, a ditadura acabou, viva a liberdade de expressão...! Só que na prática, não é o que acontece. Salvo raríssimas exceções, a liberdade de um jornalista termina quando começam os interesses da empresa pra qual ele trabalha.
Um exemplo recente aconteceu aqui em Porto Alegre. Como a partida entre Brasil e Peru acontecerá no Beira-Rio (estádio portoalegrense), a imprensa gaúcha está colocando "panos quentes" sobre o fiasco da Seleção diante do Equador no último domingo. Conhecendo bem a crítica regional, tenho certeza de que estariam chutando o balde, mas como precisam levar público ao estádio e devem estar sendo pressionados para isso, amenizam a situação.
Somos obrigados a ver o bom jornalista Paulo Sant'anna, por exemplo, dizer que foi "um tropeço" verde e amarelo domingo, que tudo será diferente no Beira-Rio, com o apoio da "apaixonada" torcida gaúcha...
blá...
blá...
blá...
Assumo minha admiração pela profissão, principal concorrente da Publicidade na escolha do meu vestibular. Mas se tem uma coisa que me incomoda é essa falta de liberdade de expressão.
A mídia nos passa uma idéia de que somos livres, a ditadura acabou, viva a liberdade de expressão...! Só que na prática, não é o que acontece. Salvo raríssimas exceções, a liberdade de um jornalista termina quando começam os interesses da empresa pra qual ele trabalha.
Um exemplo recente aconteceu aqui em Porto Alegre. Como a partida entre Brasil e Peru acontecerá no Beira-Rio (estádio portoalegrense), a imprensa gaúcha está colocando "panos quentes" sobre o fiasco da Seleção diante do Equador no último domingo. Conhecendo bem a crítica regional, tenho certeza de que estariam chutando o balde, mas como precisam levar público ao estádio e devem estar sendo pressionados para isso, amenizam a situação.
Somos obrigados a ver o bom jornalista Paulo Sant'anna, por exemplo, dizer que foi "um tropeço" verde e amarelo domingo, que tudo será diferente no Beira-Rio, com o apoio da "apaixonada" torcida gaúcha...
blá...
blá...
blá...
domingo, 29 de março de 2009
Notícias de Diógenes
Diógenes me ligou.
Fazia tempo que não tinha notícias suas. A última vez foi no início deste ano. De lá pra cá as coisas evoluíram - conta ele - mas continuam confusas. Falava euforicamente as notícias boas, e calmamente as ruins.
Contou-me que fora chamado de criança. E que adorou o "elogio". Crianças - filosofou ele - são sinceras; falam e demonstram o que sentem; erram; mas assumem; entregam-se. Adultos são falsos e não têm coragem de dizer NÃO. Algumas vezes, nem de dizer SIM.
Percebi que Diógenes ficou irritado e então acalmei-o, dizendo que não deveria generalizar, pois existem exceções.
Mais calmo - porém não menos triste - continuou dizendo que sentia-se um inútil e incapaz. Fizera de tudo para conquistar seu amor e "deu com os burros n'agua". Não conseguia mais concentrar-se em suas obrigações rotineiras, pensava nela a todo o instante; lembrava os bons momentos; ficava deitado ouvindo músicas melosas; coisas de criança...vocês, adultos, compreendem, né!?
Não entendia o que mais precisava fazer e então respondi que essas coisas acontecem, e parabenizei-o por tamanha dedicação e esforço. Mas fui obrigado a aconselhá-lo a desistir. Pois se diante de tudo que ele me contara não atingiu o seu objetivo, talvez seja por que seu amor não o queira como diz querer.
Diógenes não aceitou e brigamos. Despediu-se e desligou.
Agora estamos assim: eu cá e ele lá. Confesso que tenho uma admiração muito grande por esta "criança". E espero voltar a falar com ele e ficar tudo numa boa para, juntos, comemorarmos muitas conquistas e vitórias.
Boa semana! Obrigado por me ler!
Fazia tempo que não tinha notícias suas. A última vez foi no início deste ano. De lá pra cá as coisas evoluíram - conta ele - mas continuam confusas. Falava euforicamente as notícias boas, e calmamente as ruins.
Contou-me que fora chamado de criança. E que adorou o "elogio". Crianças - filosofou ele - são sinceras; falam e demonstram o que sentem; erram; mas assumem; entregam-se. Adultos são falsos e não têm coragem de dizer NÃO. Algumas vezes, nem de dizer SIM.
Percebi que Diógenes ficou irritado e então acalmei-o, dizendo que não deveria generalizar, pois existem exceções.
Mais calmo - porém não menos triste - continuou dizendo que sentia-se um inútil e incapaz. Fizera de tudo para conquistar seu amor e "deu com os burros n'agua". Não conseguia mais concentrar-se em suas obrigações rotineiras, pensava nela a todo o instante; lembrava os bons momentos; ficava deitado ouvindo músicas melosas; coisas de criança...vocês, adultos, compreendem, né!?
Não entendia o que mais precisava fazer e então respondi que essas coisas acontecem, e parabenizei-o por tamanha dedicação e esforço. Mas fui obrigado a aconselhá-lo a desistir. Pois se diante de tudo que ele me contara não atingiu o seu objetivo, talvez seja por que seu amor não o queira como diz querer.
Diógenes não aceitou e brigamos. Despediu-se e desligou.
Agora estamos assim: eu cá e ele lá. Confesso que tenho uma admiração muito grande por esta "criança". E espero voltar a falar com ele e ficar tudo numa boa para, juntos, comemorarmos muitas conquistas e vitórias.
Boa semana! Obrigado por me ler!
terça-feira, 24 de março de 2009
Complicada e perfeitinha
Meu irmão, 11 anos, está naquela fase em que as meninas deixam de ser inimigas e passam a ser namoradas. Até o ano passado ele brigava com as colegas. Agora, está começando a entender por que os adultos sofrem.
Lembrei dos meus 11 anos, quando também passei por essa transformação. Ao mesmo tempo em que tudo é tão igual, muitas coisas são diferentes. As preocupações, principalmente. Não usava msn, orkut, celular, enfim. Via a pessoa apenas no colégio. A comunicação, quando havia, era por carta. Hoje em dia tudo é mais fácil. E mais complicado.
Quantas vezes, hoje em dia, uma conversa no msn ou um recado no orkut já atrapalhou e até terminou um relacionamento? Esse é o lado negativo da comunicação em excesso. Embora você tenha a possibilidade de falar mais com as pessoas, justamente essa aproximação demais prejudica. Cada vez menos sentimos saudades. Não precisamos esperar ansiosamente pela manhã seguinte para vermos a tal pessoa. E o final de semana, então? Só na segunda-feira.
É necessário saber lidar com essas novidades. Aproveitar o que tem de bom e evitar ao máximo o que tem de ruim.
Ao meu irmão, desejo boa sorte. E ele vai precisar, para tentar entender as mulheres, digo, a comunicação em excesso!
Bem-vindo ao clube!
Lembrei dos meus 11 anos, quando também passei por essa transformação. Ao mesmo tempo em que tudo é tão igual, muitas coisas são diferentes. As preocupações, principalmente. Não usava msn, orkut, celular, enfim. Via a pessoa apenas no colégio. A comunicação, quando havia, era por carta. Hoje em dia tudo é mais fácil. E mais complicado.
Quantas vezes, hoje em dia, uma conversa no msn ou um recado no orkut já atrapalhou e até terminou um relacionamento? Esse é o lado negativo da comunicação em excesso. Embora você tenha a possibilidade de falar mais com as pessoas, justamente essa aproximação demais prejudica. Cada vez menos sentimos saudades. Não precisamos esperar ansiosamente pela manhã seguinte para vermos a tal pessoa. E o final de semana, então? Só na segunda-feira.
É necessário saber lidar com essas novidades. Aproveitar o que tem de bom e evitar ao máximo o que tem de ruim.
Ao meu irmão, desejo boa sorte. E ele vai precisar, para tentar entender as mulheres, digo, a comunicação em excesso!
Bem-vindo ao clube!
segunda-feira, 16 de março de 2009
Mulheres na mira de Dilma
Semana passada a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, comentou sobre a pretensão do governo de dar prioridade às mulheres no financiamento da casa própria:
"Consideramos essencial que o financiamento ou o acesso a essas moradias sejam prioritariamente dado às mulheres".
Aproveitando um evento comemorativo ao Dia da Mulher (mais uma vez a importância de datas comemorativas), a política disse ainda que iria se reunir com governadores e prefeitos para ajustar detalhes deste Plano que irá construir 1 milhão de moradias para pessoas de baixa renda.
Com certeza este "agrado" não é alheio, e para mim fica evidente o foco da provável candidata pestista à Presidência da República: as mulheres. Para suceder o atual presidente, companheiro Lula, creio que boa parte da campanha de Dilma será voltada à prospecção de voto feminino.
Bom início de semana!
"Consideramos essencial que o financiamento ou o acesso a essas moradias sejam prioritariamente dado às mulheres".
Aproveitando um evento comemorativo ao Dia da Mulher (mais uma vez a importância de datas comemorativas), a política disse ainda que iria se reunir com governadores e prefeitos para ajustar detalhes deste Plano que irá construir 1 milhão de moradias para pessoas de baixa renda.
Com certeza este "agrado" não é alheio, e para mim fica evidente o foco da provável candidata pestista à Presidência da República: as mulheres. Para suceder o atual presidente, companheiro Lula, creio que boa parte da campanha de Dilma será voltada à prospecção de voto feminino.
Bom início de semana!
Assinar:
Postagens (Atom)