quinta-feira, 23 de abril de 2009

Música Universitária

Quer elitizar um estilo musical marcado pelo preconceito? Simples: "universitalize-o"!

Não se trata de uma crítica, mas sim um comentário sobre um fato interessante que vem acontecendo há alguns anos.

Existe o pagode, e o pagode universitário. Existe o forró, e o forró universitário. A moda agora, é o sertanejo. O universitário.

Sempre existirão os entendidos que darão uma teórica explicação sobre a diferença entre um e outro. Mas na prática, não existe. É estratégia de marketing. De quem? Não sei, talvez das gravadoras.

Talvez o termo escolhido - universitário - seja claramente a proposta da estratégia, que é levar esses estilos considerados populares e muitas vezes bregas, até ambientes mais seletos. E quer ambiente mais "seleto" que Universidades?! Se for particular então...

Friamente falando, esses estilos possuem um enorme público. Porém, não geram receita. O público, na maioria das vezes, é pobre. Não consome. Não compra CD original. Não frequenta festas caras.

Quem faz isso? O público universitário!

6 comentários:

Aline disse...

O forró universitário eu conheço, mas pagode e sertanejo universitário eu nunca ouvi falar. Aqui em São Paulo as coisas são bem simples: ou paga bem caro pra entrar ou não entra. É assim que algo torna-se seleto.

*Raíssa disse...

De sertanejo universitário nunca ouvi falar... Isso tem onde? Em Goiás e São Paulo provavelmente né?

Eu conheço muitas pessoas de, no mínimo, classe média que gostam de pagode, mas veio da infância. Quase todos da nossa geração ouviam pagode quando crianças. Aí na adolescência relembraram os anigos pagodes, começaram a ouvir os novos e perceberam que gostam. Alguns demoraram pra admitir haha

Forró é legal pra dançar, mas acho que pouca gente fica ouvindo forró em casa. O fato dele ser univesitário só serve pra chamar os jovens que não conheciam direito o ritmo.

É uma bela jogada de marketing, não? É por isso que eu adoro e pretendo trabalhar com marketing!

Beijos!

Priscila Sanches disse...

Bah será q só aqui no Sul que a moda do sertanejo universitário pegou? César Menotti e Fabiano, Vítor e Leo...eu curto e não por ser modinha, já conhecia antes d estourarem...bom eu não sou parâmetro neh já que gosto de forró, tanto pra dançar como pra escutar em casa.
Olha, acho q o único público que não gera receita é o forró, pq o sertanejo se sustenta muito bem é só olhar o sucesso de Zezé de Camargo e companhia. A massa consome ritmos e compra cd e lota show. Pagode...ah esse teve sua era d ouro quantas bandas do Rio e de Sampa fizeram sucesso? Att aqui em Poa quantas bandas como Zueira e Na Moral lotavam lugares, óbvio q esses daqui não geram uma receita que dê pra dizer ohhh, mas Revelação, Turma do Pagode, Fundo de Quinta, Jeito Muleque, etc...esses com certeza geram muita receita, pelo menos conseguem manter seus cordões de ouro hehehe

Luzzi disse...

Concordo com a Sorriso, só o forró (este que ouvimos e curtimos, assemelhado com o pé-de-serra) não gera a receita esperada.

Esses tempos o Calcinha Preta, e o Bonde do Forró vieram tocar por aqui, e cruses, lotaram as casas... isso pq? Pelo fato deles tocarem o que o POVO quer ouvir. Pq o funk faz sucesso? Pelo mesmo motivo.

Priscila Sanches disse...

Capaz que eles vieram pra cá??? bah eu nem fiquei sabendo hahahaha
Mas o nosso forró agora é divulgado na Atlântida...sim...isso mesmo, escutem amanhã entre 12h e 12h30 a agenda do obaoba hehehehe coisas de Sorriso hehehhe

Luzzi disse...

Na ZH de hoje, 29/04/2009, no Segundo Caderno tem uma reportagem sobre a nomenclatura "universitário", especificamente sobre o sertanejo.